XVI UISPP

Regulamentação e Organização da Prática da Arqueologia

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Regulamentação e Organização da Prática da Arqueologia

Debates relativos a códigos de ética, normas de conduta e critérios de formação de profissionais para atuação na área científica e em arena profissional de mercado, visando organizar e regulamentar a prática da disciplina.

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Última atividade: 31 Ago, 2011

Fórum de discussão

Direitos da Arqueologia...

Configuração de direitos e deveres do profissional "Arqueólogo".Formação acadêmica de graduação compatível com as atividades a serem executadas.Expertise em trabalho de Campo e Laboratório em…Continuar

Iniciado por Karlo AC Castro 20 Mar, 2011.

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Comentário de Documento Projetos Planejamento em 30 agosto 2011 às 11:01
For this Thematic Group does not have compatible subscriptions with the theme.
Comentário de Documento Projetos Planejamento em 30 agosto 2011 às 11:01
Para este Eixo Temático não houveram inscrições compatíveis com o Tema.
Comentário de Claudio Prado de Mello em 28 abril 2011 às 20:10
Prezados Colegas Arqueólogos,

Se não fomos afortunados o suficiente para termos uma Associação de Arqueólogos no Brasil ( tal como tentamos criar no RJ na década de 90, como a ANBAR ou o SINPA ) , que tal participarmos da que existe em Portugal ?
Basta preencher a ficha de inscrição e mandar. Depois vem a confirmação e o boleto para pagar 57 euros

Veja abaixo o site da APA : http://www.aparqueologos.org/

O Endereço é : ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE ARQUEÓLOGOS
Rua do Comércio do Porto 36-38
4050-209 Porto (Portugal)

Chegou nossa vez de aportarmos as terras d'além mar!

AH ! E vemos no site da APA que se alguém quiser trabalhar em Portugal... A Empresa Scientia (de SP) esta contratando arqueólogos portugueses para trabalhar no Brasil !!!

Abraço do Claudio
Comentário de Karlo AC Castro em 28 abril 2011 às 18:59

Prezados,

 

Tais premissas estão sendo reconstruídas, após o evento patrocinado pela SAB, com a participação do MPF, acredito eu, que a realidade jurídica deste evento tenda a mutar.  Pois axiomas  foram  desconstruidos para se construir novos paradigmas.

 

No entanto cabe salientar as ponderações dos participantes,  que  se colocaram,  indicaram quais os rumos que a sociedade Arqueológica pretende e deva tomar.

 

Quanto à questão do profissional estrangeiro, esta premissa deve ser analisada, caso a caso, dentro dos ditames legais.  Assim sendo, teremos não só esta questão, mas todas outras questões arqueológicas amparadas pela legalidade necessária para a boa práxis profissional.

 

Portanto cabe a nós o controle do que queremos da Arqueologia, assim como, não existe verdade absoluta, imposta por quem quer que seja.

 

 Este provérbio é bem significativo a este caso em tela: "Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéias para mudar". (Francis Bacon).

 

São questões como estas, que farão à diferença para um futuro melhor.

Atenciosamente.

.

Comentário de manuel joao madeira coelho em 28 abril 2011 às 14:35
Mais uma vez a SAB demonstrou "SUA FORÇA":
BRASILEIRO SO PODERA TER VOZ/TRABALHOS SE FOR SOCIO SAB E $ DIA.
SE FOR ARQUEOLOGO ESTRANGEIRO RESIDENTE NO BRASIL,AVALIAÇÃO CASO A CASO.VER RESPOSTA OFICIAL::
“Em análise da solicitação feita pelo Sr. Manuel João Madeira Coelho, e considerando a dinâmica e abrangência do XVI Congresso da SAB/ XVI Congresso Mundial da UISPP, a forma de participação de arqueólogos estrangeiros residentes no Brasil será avaliada caso a caso, visando promover a melhor acolhida e integração dos interessados. Desta forma, solicitamos aos colegas que se enquadram nesta categoria, encaminhar suas solicitações e sugestões de participação para o email de organização do evento.”

Agradecemos a sua contribuição.
Comentário de Claudio Prado de Mello em 14 abril 2011 às 22:22
Report of Claudio Prado de Mello about the Public Audience of the Federal Public Ministry (MPF) in São Paulo in April 05 2011 and other considerations about the New Era of the Brazilian Archaeology

Dear archaeologist colleagues and other interested ones in Rio de Janeiro,


As I said I will be reporting what happened in São Paulo in April 04 and 05 as follows:
In fact I was able to attend the event only April 05th considering it was planned and publicized the meeting would happen in April 05th . The summon for the event made by the Public Ministry in São Paulo had been previewed it would have a preparation in the previous day (Monday, April 04th ). However happened something unexpected!
As was programmed the proponent of the meeting tended to create a process in which the graduated archaeologists could not assume the works coordination and archaeology projects and they would be subordinated to the coordination of the most experienced ones. Naturally this project would be benefic somehow because we have witnessed a prejudicial evolution someway because of professionals with questionable performances… but because we have nowadays a democratic country seems this question could antagonize others… this way a really expressive number of young graduated and graduating was present there coming from all over Brazil specially from the Center-West, North, South and Northwest that nowadays has a lot of archaeology graduation courses. This audience was so big that they needed to provide extra chairs and open the annex of the auditorium and also had people seated on the floor.
According said above we was not there in April 04th (Monday) but the reports from was there and the several references from the SAB (Brazilian Society of Archaeology) president (Dr. Eduardo Goes Neves) indicate the debates was hot and after the presentation of the SAB purposes they were fought in such ferociously, almost violent that these measures were reviewed immediately and the proponents started to propose a debate instead to adopt such measures immediately. Many young archaeologists evoked the Constitution affirming in a categorically that no imposition could be permitted and if was created a dispositive trying to impede the work of the graduated professionals and with diplomas recognized by the Education Ministry (and potentially qualified for their functions) is enough to go to the Justice and ask for a injunction to liberate their activities – fact that affected the SAB president that affirmed that will not be extreme positions and that SAB has all the interest to respect the laws and individual and collective interests from all the professionals. Keeping however what we call SEAL that would be something like ISO 9000 that would certificate those professionals capacitated to do this work.
On the other hand the MPF (Federal Public Ministry) Prosecutor Dra. Ines Virginia Prado Soares (placed in the Attorney of the Republic in São Paulo and collaborator of the National Workgroup About Cultural Heritage of MPF) in April 05 had realized the purposed theme had no condition to represent the archaeologists interests and started to adopted a more cordial attitude placing herself more as an intermediary (in her words an interlocutor) of the category desires than a proponent of the project or something that would become a law project or something like that.
In the event beyond an audience composed by many young archaeologists also counted with the participation of several old archaeologists that were most of time in silence. We could speculate that had 150 people in total. In the 4 first lines predominated the old archaeologist and the rest of the place was occupied by the young (see the pictures). Is important to remember the 2 first lines was reserved for Authorities.
The meeting did not count with the participation of the Parliamentarians that deal with this theme in Brasilia as well representants from the Ministries of Culture, Education and Science and just people from the Attorney and Workshops and Public Ministry appeared. It generated criticisms from the Table that realized these entities do not appeared and neither sent representants or worried to justify their absence. They also noticed the absence of the two federal deputies reporter of these questions in Brasilia and they ignored the audience. One of them is Andréia Zito (from Caxias) and the other I cannot remember the name ( maybe Sandra Rosado ).
In the state of Rio de Janeiro just appeared our brilliant Professors Tânia Andrade Lima and Paulo Seda and also the modest representant of the Liberal Professionals, in case myself (Claudio Prado de Mello). From the three just I asked to speak, presenting a suggestion of we have a more effective channel of communication with IPHAN (Institute of Historical and Artistic Heritage) arguing that always we are in camp and being observers of crime against the heritage and the environment and not always we can do something against this violations. In that opportunity I spoke about the initiatives of the CEDAE that makes the works that want (impacting highly the soil) for all over the places and do not make diagnostics not Prospecting neither monitoring.
From São Paulo spoke beyond the members of the Table, Rossano Bastos and Paulo Zanetini, as well Solange Caldarelli and from Espirito Santo our friend Kitty (Cristiane). We had the important participation from the Maria Clara Migliacio (director of CNA of IPHAN) that represented IPHAN and answered in their name. Her sympathy and cordiality in receiving the critics and commentaries from archaeologists linked to the Autarchy, concourses, edictal management offset the tension mood of the archaeologists complaining. The DEPAN director also spoke exposing the reached progresses in the last 4 years in the current IPHAN presidency management.
In the end of the event that finished before programmed it was cleared the measures to be made need to have a rigorous reevaluation and the ideas purposed by SAB will not be entirely accepted so it was defined in August (after anticipated for June) would have another debate for these questions to be reevaluated. It is possible to happen in Belo Horizonte. For September we will have the SAB meeting in Florianopolis hat will try to define something better.
Curiously was cogitated this meeting could be made in ALL the places (including Sergipe, Goiás, São Paulo, RS and others)… but no one spoke about Rio de Janeiro so I observed Rio de Janeiro EACH DAY LOSES MORE AND MORE its IMPORTANCE as a Estate that in the past was the Federal Capital, after Cultural Capital and today seems to be becoming more a balneary. Sorry! But the absence of archaeologists from Rio de Janeiro seems to indicate this.
In our point of view we think this… in a moment the archaeologist profession is performed for several professionals from other areas that suffer from lack of training and specifics knowledges the organizations intend to create a stronger position… SAB, from a scientific association that once just worried about scientific meetings, publications and things like this have been assumed its role as representant from its socio-professional category and fighting for regulation and ordination of the Profession. This way it has been assumed - WITHOUT REALIZE THIS - a position as it were a syndicate that in order to certificate of the qualities of a professional that will demand him to be an Effective Partner and a contributor of them. The fact of them has the right and attribution to have a Quality SEAL concludes and certifies this reflection! We do not have anything against it, we are just observing it will be appropriated they statute change for SYNDICATE not keep on being a Society, what in fact will give us more strength and it will care even more for our interests and will have even more strength to fight for the Regulation. Following other reflection seems It tends to become a NATIONAL COUNCIL OF ARCHAEOLOGY in case the profession being recognized or even something like CREA (Regional Council of Architects) or as OAB (Bar Association of Brazil) is for lawyers.
We agree with the President of SAB, Eduardo Goes Neves (in April 05th he was 100% friendly, pleasant all the time) we think the Brazilian professionals should study solutions adopted in other countries where the archaeology already has been advanced in these aspects he commented some facts of archaeology in the U.S.A and we completed with some information about Israel and Portugal.
In Israel the Archaeology has its ways defined and the archaeologists prepared for this following the strict rules of Israel Antiquities Authority. Also the Companies that want to do such enterprise must cover all the debits coming from this work and pay for everything that is involved about it. In the same way all the reports are issued and confirmed and even for particular buildings that want to make big houses, swimming pools and big buildings must have the archaeological activity to verify if the area has archaeological vestiges. If something is discovered the Rescue must be done and if the place is so important the building may be impeded and the local interdicted indefinitely. These information was given by the archaeologist Katia Cyntryn-Silverman de Hebrew University de Jerusalem.
In other way in Portugal especially in University of Algarve was chosen to make a distinction in the archaeologist training and in some moment of the training the schedule becomes different and those who want to dedicate themselves to the Business Archaeology follow one way and those who want to dedicate themselves to the scientific archaeology (academic) and do not want to involve themselves with consulter works follow other way. These information was given by the archaeologist Karlo Castro that recently visited Portugal and looking for information about the archaeology status in Portugal.
On our part we think this idea of becoming different the Business Archaeology and the Scientific Archaeology may be fruitful. According to the Prof. Benedicto Rodrigues (Geology/MN/UFRJ) maybe it could be done after the graduation as it was a specialization!
In this way we though – PARTICULALLY – the archaeology in Brazil must be differentiate in its training but also in its performance. In the link below we posted our opinion about the question (partly reproduced more below):
http://xviuispp.ning.com/group/regulamentaoeorganizaodaprticadaarqu...
This link basically we say in 1984 we had a scientific event in Estácio de Sá and in the occasion I was a mere graduating and before important names of the Brazilian Archaeology (as Niede Guidon, Ondemar Dias) we stand before what seems to be “feuds” of surveys. Time has passed by… the archaeology took ride in the environmentalism and appeared all the proceeding of licensing that encompassed all the matter linked to the environment and by extension the archaeology (Business).
In the beginning some archaeologists made these services but since a moment all the museums and universities employees start to compete for this works of contract. Because of it the profile of the archaeology started to change and today the IPHAN itself estimates that 95 to 98 % of the approved ordinances of surveys are related to the engineer venture.
With this the collection of museums and researches institutions starts to grow in a incalculable way but there is no place to put all these material and no one worries with training new institutes to keep it, to conservation and restoration of this heritage!!!
In its turn the archaeologists from this institution started to occupy with their external works of consulter and left their activities of internal trusteeship. The boxes arrive to the entities and they got piled.
But in this point there is a dedicated problem! Part of these professionals use not just the name of these institutions they work but use the infrastructure of these entities as well as the energy, the computers, the offices, the material of consumer that often is from the State and is used to the service from these professionals. Also has the security and work rights (because they are workers from this entities) and these time of working also counts for their retirement.
While this happen the companies of consulter pay for it and the things turn unequal.
Would not be better these professionals get apart from their public employees to open their own companies of Archaeology (even private institutions of archaeology) where these services may be contemplated in a righter way?
The open of NEW museums and entities of survey would be deeply positive for this NEW ERA that the archaeology sees for the future. Imagine soon to the build of a condominium, shopping centers and all the enterprises of wide scopes are needed reports to begin their constructions! Imagine the quantity of material being rescued today and to be accumulated in the future????
This way we imagine the moment to think these questions of DEEP RELEVANCE are now and these worries even incorporated to the questions to be discussed in the SAB soon.
But with a distinction between archaeologies developed by Museums and for Companies would we have two archaeologies??? I do not know!!!
The professionals that do not like of mud, midges, rain and others discomforts of the site work including visits, polls, monitoring and rescuing would be in institutions and Survey Institutions while those who do not like it would have how to develop their site research.
For these institutions being contemplated to with resources coming from Business Archaeology could be instituted officially a value (who knows something like 3, 5, 10% from the total value of the project) to be passed to these universities and museums in order to help in the placing of the archaeological material rescued and its consequent conservation in the future.
So we are in 2011 and an anxious that all of us had that was the Regulation of Archaeologist Professional that is nested to other interests where we see the professional of archaeology has their limitations in the performance of their activities and few would have the right to be senior professionals and coordinators while others do not! As a master, or doctor, is more qualified than a graduated. This reflection considers the bad faith of someone can be linked to his academic life and or association and not with wider questions of forum – intimae and personal suitable of each professional.
It is natural to thing about the professional qualification to care of a project that involves a sensate type of material heritage that is not renewed and there is no repair but it must be done with good sense and criterion not compromised with the interests of few ones against the interest of several people. What we need is the most absolute IMPARTIALITY and the training of CONCEPTIONS and reflections about our own responsibilities of a GOOD MATERIAL that belongs to the Union and of all the Brazilians.
I am called Claudio Prado de Mello and for so many years I am working day and night to construct and organize a HOUSE for the ARCHAEOLOGY with museum, library, documentation center, laboratories of conservation, technical reserve and other things an archeological institution needs. It is 2230 m² of constructed area and humbly I may say quietly 97% of the resources that passes to me in all the activities I make are directed for this Project that until today do not counted with support or external resource. Soon we will announce the Institute of Historic and Archaeological Research of Rio de Janeiro e Archaeological Museum and the Museum Archaeological of Humanity!
So, awaiting the results of audience (as well the ones to be made in the future) comes to be added to the efforts of generations of archaeology professionals (of good faith) that aim and knows how to add, multiply and divide not just subtract
So! Is it! So beyond my report about how was the event in São Paulo, we had my opinion how the archaeology should be performed in the future. Sorry if my opinion do not please everyone but we remember always that us - archaeologists – are and must be always the faithful-depository of this heritage that is not renewed and more than that we are from a generation that when we graduated we already know that do not have job., no security, no easies, and even so we invested in a career stimulated by LOVE that we have for it and its questions. And if in a determinate moment it becomes to be remunerated it is fair to receive for the work that before we paid (from our own pocket) to do.
The feelings of responsibility for the Heritage is inherent and in a collective way for all of us. We need just find a lucid and coherent way to organize these questions.
We need to talk and debate more!
Hugs to Everybody!
Cláudio

Claudio Prado de Mello (Prof. Ms.)
Arqueólogo e Historiador
Diretor-Presidente do Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro / Museu Arqueológico da Humanidade
e-mail: pradodemello@hotmail.com
celular: (21) 8155-5164 e 9188-4880 e 7266-4191
Escritorio do Museu Arqueológico da Humanidade: 3012-4908
Escritorio do Instituto/ Qasr Al-Sultaniyya: 3358-0809
Comentário de Rodrigo Arantes Melo em 13 abril 2011 às 12:42

O Diogo tem postado boas informações sobre a tramitação:

- Regulamenta a profissão de Arqueólogo e dá outras providências.   - 06/04/2011 Encerrado o prazo para emendas ao projeto. Não foram apresentadas emendas.
Read more: http://arqueologiadigital.com/forum/topics/regulamentacao-da-profis...

Comentário de Claudio Prado de Mello em 7 abril 2011 às 12:08


Relatório de Claudio Prado de Mello relativo a Audiência Pública do MPF em São Paulo em 05 de Abril de 2011 e outras considerações sobre a Nova Era da Arqueologia Brasileira


    Prezados colegas arqueólogos e demais interessados no Rio de Janeiro,


   Como disse que faria, estarei relatando o que aconteceu em São Paulo nos dias 04 e 05 de Abril, como segue.


   De fato, consegui atender o evento somente no dia 05, visto que o que havia sido planejado e divulgado era que a reunião ocorreria no dia 05.  Na convocação para o evento feita por parte do Ministério Publico em São Paulo havia sido previsto que iria ter uma preparação no dia anterior (segunda, dia 04). Todavia aconteceu algo imprevisto!


   Como estava programado, o proponente da reunião intencionava criar um processo próprio no qual os Arqueólogos graduados não pudessem assumir a coordenação de trabalhos e projetos de Arqueologia e eles ficassem subordinados a coordenação de outros mais experientes. Naturalmente esse processo seria de alguma forma benéfico, pois temos testemunhado uma evolução de certa forma prejudicial à Arqueologia ocasionada por profissionais com desempenhos duvidosos... Mas por termos um pais democrático hoje, parece que essa questão poderia contrariar outros ... Dessa forma, um número realmente expressivo de jovens bacharéis e muitos graduandos estiveram presentes vindo de todas as partes do Brasil, e em especial das regiões centro-oeste, norte, sul e nordeste que atualmente tem vários (8) cursos de graduação em Arqueologia. Essa assistência foi tanta que tiveram que ser providenciadas cadeiras extras, e abrir um anexo posterior do auditório e também tinha gente sentada no chão.

    

    Conforme dito acima, não estávamos lá no dia 04 (segunda-feira), mas os relatos dos que estavam presentes e as varias referencias do presidente da SAB (Dr. Eduardo Goes Neves) indicam que os debates foram acalorados e após apresentadas as propostas da SAB, essas foram combatidas de forma FEROZ e quase violenta a ponto de terem sido revistas prontamente e os proponentes passaram a adotar um tom mais de propor um debate ao invés de querer adotar de fato tais medidas de imediato.  Muitos jovens arqueólogos evocaram a Constituição afirmando de forma categórica que nenhuma imposição poderia ser admitida e caso fosse criado um dispositivo que tentasse impedir o trabalho de profissionais formados com Diplomas reconhecidos pelo Ministério da Educação (e potencialmente qualificados para suas funções),  bastaria entrar na Justiça e buscar um Mandato de Segurança para permitir essas atividades – fato que abalou o Presidente da SAB, que afirmou que não se chegará a extremos e que a SAB tem todo o interesse em respeitar a leis e os interesses individuais e coletivos de todos os profissionais. Mantendo, contudo o que chamaram de SELO, que seria uma espécie de ISO9000 que certificaria que aquele profissional esta capacitado a fazer tal trabalho.


    Por sua vez, a Procuradora do MPF, Dra. Inês Virgínia Prado Soares (lotada na Procuradoria da República em São Paulo e colaboradora do Grupo de Trabalho Nacional sobre Patrimônio Cultural da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF) no dia 05 já tinha percebido que o tema proposto não tinha condições de representar os interesses dos Arqueólogos e passou a adotar uma postura mais cordada, se colocando mais como uma intermediadora ( nas palavras dela , uma interlocutora) dos anseios da categoria do que a proponente de um projeto ou de algo que viria a se tornar um projeto de lei ou coisa assim.


    No evento, além de uma assistência formada por muitos jovens arqueólogos também contava com a participação de muitos arqueólogos da Velha–Guarda que ficaram em grande parte calados. Poderíamos especular que teríamos umas 150 pessoas no total. A maior parte das primeiras 4 fileiras eram dos arqueólogos da Velha e Media-Guarda paulistana e enquanto que todo o restante era formado pelo jovens ( veja as fotos) . Cabe lembrar que as duas primeiras fileiras eram RESERVADAS e não se podia sentar mesmo quando as cadeiras estavam vazias.


    O encontro não contou com a participação dos Parlamentares que lidam com o tema em Brasília bem como os representantes dos Ministérios da Cultura, da Educação, da Ciência e somente as pessoas realmente da Procuradoria e dos Grupos de Trabalho e do Ministério Público compareceram. Isso gerou crítica por parte da Mesa, que percebeu que essas entidades não só não foram como não mandaram representantes e não se preocuparam em justificar a ausência. Inclusive notaram a ausência das duas Deputadas Federais relatoras das questões em Brasília que ignoraram a Audiência. Uma delas é a Andréia Zito ( de Caxias ) e a outra não lembro o nome .


    Do Estado do Rio de Janeiro somente compareceram os nossos brilhantes Professores Tânia Andrade Lima e Paulo Seda, alem do modesto representante dos Profissionais Liberais que no caso foi eu  (Claudio Prado de Mello). Dos três, somente eu pedi a palavra, apresentando uma sugestão de nós termos um canal mais efetivo de comunicação com o IPHAN argumentando que sempre estamos no campo e sendo observadores de crimes contra o Patrimônio e ambientais e nem sempre podemos fazer algo efetivo contra essas violações. Na oportunidade, falei novamente das iniciativas da CEDAE que faz as obras que quer (impactando enormemente o solo)  por toda a parte e não faz Diagnóstico, nem Prospecção e nem Monitoramento.


    De São Paulo, falaram além dos membros da Mesa, o Rossano Bastos e o Paulo Zanetini, bem como Solange Caldarelli e do Espírito Santo a nossa amiga Kitty (Cristiane). Tivemos a participação destacada de  Maria Clara Migliacio (Diretora do CNA do IPHAN ) que representou o IPHAN e respondeu em nome dele. Sua simpatia e cordialidade em receber as críticas e comentários dos arqueólogos ligados a gestão da Autarquia, concursos, editais compensou o clima meio tenso das reclamações dos arqueólogos. O Diretor do DEPAN tambem falou, expondo os avanços alcançados nos últimos 4 anos na gestão da atual Presidência do IPHAN.


    Ao final do evento que terminou antes do programado, ficou claro que as medidas a serem adotadas precisam realmente de uma severa reavaliação e que as idéias propostas pela SAB não seriam aceitas na integra e, portanto ficou definido que em Agosto  (depois antecipado para Junho) haveria outro debate para estas questões serem reavaliadas melhor. Possivelmente isso deva acontecer em Belo Horizonte.  Para Setembro teremos o encontro da SAB em Florianópolis, que procurará definir algo melhor.


    Curiosamente, se cogitou que essa outra Reunião poderia ser realizada em TODOS os lugares (incluindo Sergipe, Goiás, Minas, Sao Paulo, RS e outros) ...   Mas ninguém falou no Rio de Janeiro e então observo que o Rio realmente a CADA DIA PERDE MAIS E MAIS sua IMPORTANCIA como um Estado que era no passado Capital Federal e depois Capital Cultural e hoje parece estar se tornando apenas mesmo um Balneário . Desculpem-me! Mas a ausência dos Arqueólogos Cariocas na Audiência parece indicar isso!


    A nosso ver, pensamos o seguinte...  Num momento em que a Profissão de Arqueólogo se encontra desempenhada por uma infinidade de profissionais de outras áreas que carecem de formação e de conhecimentos específicos, as organizações pretendem criar uma posição mais segura... A SAB, de uma associação cientifica que antes se preocupava com encontros científicos, publicações e coisas assim, tem assumido seu papel como representante de sua categoria sócio-profissional e lutando pela Regulação e Regulamentação da Profissão. Dessa forma, ela tem assumido _ SEM SE APERCEBER DISSO _ uma postura de como se fosse um SINDICATO que para certificar das qualidades de um profissional, exigirá que ele seja um Sócio Efetivo e contribuinte dela. O fato de ela ter o direito e atribuição de ter um SELO de Qualidade, conclui e certifica essa reflexão! Não temos nada contra isso, apenas observando que será oportuno que seu Estatuto e nome seja alterados para SINDICATO e não Sociedade, o que de fato, nos dará mais força e cuidará mais ainda de nossos interesses e terá mais força ainda para lutar pela Regulamentação.  Segundo outra reflexão,  parece é que ela tem a tendência de se tornar um CONSELHO FEDERAL DE ARQUEOLOGIA no caso da profissão ser reconhecida , ou mesmo uma espécie de CREA  ou algo parecido com a OAB como é para os advogados . 


    Concordando com o Presidente da SAB, Eduardo Goes Neves (que no dia 05 foi 100% cordial e simpático a todo o momento), pensamos que os profissionais brasileiros devam procurar estudar as soluções adotadas em outros países aonde a Arqueologia já tenha avançado nesses aspectos.  Ele comentou alguns fatos da Arqueologia Nos Estados Unidos e nós agora completamos com algumas informações a respeito de Israel e Portugal.


    Em Israel, a Arqueologia tem suas formas definidas e os arqueólogos preparados para isso, seguindo as normas rígidas de Israel Antiquities Authority . Fora isso, as empresas que querem fazer tal empreendimento têm realmente que cobrir TODAS as despesas advindas desse trabalho e custear tudo que estiver envolvido. Da mesma forma, todos os laudos são emitidos e confirmados e ate mesmo para obras de particulares que queiram fazer casas grandes, piscinas e grandes construções tem que ter a atividade da Arqueologia para verificar se a área tem vestígios arqueológicos. Caso se descubra algo, tem que ser feito o Salvamento e caso o local seja de muita importância, a obra pode ser impedida e o local interditado indefinidamente. Essas informações foram passadas pela arqueóloga Katia Cyntryn-Silverman da Hebrew University de Jerusalem .


    De outra forma, em Portugal e em especial na Universidade de Algarve, optou-se por fazer uma distinção na formação do arqueólogo e num determinado momento da formação, a grade curricular se difere e os que querem se dedicar a Arqueologia Empresarial seguem por uma vereda e os que querem se dedicar a Arqueologia Cientifica ( Acadêmica ) e não se envolverem com trabalhos de consultoria seguem por outro caminho. Estas informações foram transmitidas pelo arqueólogo Karlo Castro que recentemente visitou Portugal e buscando informações sobre o status da Arqueologia em Portugal.


    Da nossa parte, pensamos que realmente essa idéia de se diferenciar a Arqueologia Empresarial e a Arqueologia Científica pode ser realmente muito profícua. De acordo com o Prof. Benedicto Rodrigues (Geologia/ MN/UFRJ)  talvez isso poderia ser feito depois da Graduação , como se fosse uma especialização !


    Nesse sentido, achamos – PARTICULARMENTE – que a Arqueologia no Brasil deva ser diferenciada na sua formação, mas também no seu desempenho. No link abaixo postamos nossa opinião sobre o assunto ( em parte reproduzida mais abaixo ) :


     http://xviuispp.ning.com/group/regulamentaoeorganizaodaprticadaarqu...


    Nesse link, basicamente dizemos que em 1984 tivemos um evento cientifico na Estácio de Sá e na ocasião eu como um mero graduando e perante nomes importantes da Arqueologia Brasileira (como Niede Guidon  e Ondemar Dias) nos posicionamos perante o que parecia ser "feudos" de pesquisa . O tempo passou...  A Arqueologia pegou uma carona no Ambientalismo e surgiu todo o tramite no Licenciamento que englobou todas as questões ligadas ao Meio Ambiente e por extensão a  Arqueologia (Empresarial).


    No inicio, alguns arqueólogos faziam estes serviços, mas a partir de um momento todos os funcionários dos Museus e Universidades passaram a concorrer por estes trabalhos de contrato.  Com isso, o perfil da Arqueologia foi mudando e hoje o próprio IPHAN estima que 95 a 98 % das portarias de pesquisas aprovadas estejam relacionadas e empreendimentos de Engenharia.


    Com isso, os acervos dos Museus e Instituições de Pesquisa passaram a crescer de uma forma incalculável, mas não se tem mais lugar para depositar tanto material e ninguém se preocupa com a formação de novas entidades para guarda, conservação, restauração desse Patrimônio !!!


    Por sua vez, os arqueólogos dessas instituições passaram a se ocupar com seus trabalhos externos de consultoria e deixaram suas atividades de curadoria interna. As caixas chegam as entidades e vão se avolumando !


    Mas nesse ponto, existe um problema delicado! Uma boa parte desses profissionais  usam não somente os nomes dessas instituições que trabalham,  mas usam a infra-estrutura dessas entidades e tanto a energia, os computadores, os escritórios, o material de consumo que geralmente é do Estado é utilizado para serviços desses profissionais. Também tem toda uma segurança e direitos trabalhistas  (por serem funcionários dessas entidades) e esse tempo de trabalho também se soma as suas aposentadorias!


    Enquanto isso, as empresas de consultoria pagam por isso e dessa forma a coisa se torna desigual.


    Não seria melhor então esses profissionais se afastassem de seus empregos públicos e abrissem suas próprias empresas de Arqueologia (ou mesmo Instituições privadas de Arqueologia) aonde estes serviços poderiam ser contemplados de forma mais correta?????


    A abertura de NOVOS museus e entidades de pesquisa seria algo profundamente positivo para esta NOVA ERA que a Arqueologia vislumbra para o futuro. Pois imaginemos que em breve, para a construção de condomínios, shopping centers e todos outros empreendimentos de grande monta necessitem de laudos e de pareceres para a o inicio das suas construções ! Imaginem a quantidade de material que esta sendo resgatada hoje e será acumulada no futuro ????


    Dessa forma, imaginamos que o momento de pensar nessas questões de PROFUNDA RELEVÂNCIA seja agora mesmo e estas preocupações até incorporadas as questões a serem discutidas pela SAB em breve.


    Mas, com uma distinção da Arqueologia desenvolvida pelos Museus e pelas Empresas nós teríamos DUAS ARQUEOLOGIAS  ????  Nao sei !!!!   


    Os profissionais que não gostassem de lama, mosquitos, chuva e os demais desconfortos do trabalho de campo que inclui vistorias, sondagens, monitoramento e salvamento ficariam nos Museus e Instituições de Pesquisas enquanto que os que gostam teriam como desenvolver suas pesquisas de campo.


    Para que as instituições fossem contempladas também com recursos advindos da Arqueologia Empresarial poderia ser instituído oficialmente um valor (quem sabe um percentual de 3, 5, 10  % do total do projeto) a ser repassado para essas Universidades e Museus de forma que isso ajudasse na sua acomodação do material arqueológico resgatado e sua conseqüente conservação no futuro .


    Então, chegamos em 2011 e uma ansiedade que todos nos tínhamos que era a da Regulamentação da Profissão de Arqueólogo vem encastoada a outros interesses aonde  vemos que os profissionais da Arqueologia  teriam limitações no desempenho de suas atividades e alguns poucos teriam o direito de serem profissionais plenos e coordenadores e outros não !  Como se um Mestre ou Doutor fosse mais idôneo do que um Bacharel. Essa reflexão considera que a má-fé de alguém possa estar ligada a sua vida acadêmica e/ou associação e não com questões mais amplas de foro – intimo e idoneidade pessoal de cada profissional.


    É natural que se pense na qualificação de um profissional para cuidar de um Projeto que envolve um tipo de sensível patrimônio material que não é renovável e não tem reparo, mas isso tem que ser feito com bom-senso e critério e não de uma forma comprometida com interesses de alguns em detrimento dos interesses de outros. O que precisamos é a mais absoluta IMPARCIALIDADE e a formação de CONCEITOS e reflexões sobre as nossas próprias atividades e das nossas responsabilidades de um BEM MATERIAL que pertence a União e a todos os Brasileiros.


    Eu me chamo Claudio Prado de Mello, e há muitos anos estou trabalhando dioturnamente para construir e organizar uma CASA para a ARQUEOLOGIA, com Museu, Biblioteca, Cento de Documentação, Laboratórios de Conservação e Restauração, Reserva Técnica e tudo mais que uma instituição de Arqueologia precisa. São 2230 m2 de área construída e de forma humilde, posso dizer com toda a tranqüilidade que 97 % dos recursos que passam por mim em todas as atividades que exerço são direcionadas para este Projeto que ate hoje não contou com apoio ou recursos externos. Em breve anunciaremos o Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro e o Museu Arqueológico da Humanidade! 


    Então, esperando que os resultados dessa Audiência (tal como do que se seguirá no futuro) venha a ser somada aos esforços de gerações de profissionais da Arqueologia  (de boa-fé) que procurem e saibam somar, multiplicar e dividir e não somente subtrair.


    Bem!  É isso! Então, além de meu relato de como foi o evento em São Paulo, tivemos a minha opinião de como a Arqueologia deveria ser desempenhada no futuro. Desculpem se minha opinião não agradar a todos, mas nem sempre se consegue agradar a todos! Mas lembramos sempre que nós - os Arqueólogos -  somos e devemos ser sempre os fiéis-depositários desse Patrimônio que não é renovável e mais do que isso somos de uma geração que quando se formou já sabia que não teria emprego, não teria segurança, não teria facilidades e mesmo assim investimos numa carreira estimulados pelo AMOR que temos a ela e as suas questões. E se num determinado momento ela veio a ser remunerada, é justo que se receba pelo trabalho que antes nós pagávamos (do próprio bolso) para fazer.


    O sentimento de responsabilidade pelo Patrimônio é inerente e de forma coletiva a todos nós. Precisamos apenas encontrar uma maneira lúcida e coerente de organizar estas questões.


    Precisamos conversar e debater mais!

 


    Abraços a todos!


    Claudio

 

Comentário de Rodrigo Arantes Melo em 6 abril 2011 às 20:46
...como quem faz engenharia é engenheiro, medicina é medico, arquitetura é arquiteto...
Comentário de Rodrigo Arantes Melo em 6 abril 2011 às 11:09
Bom, me parece que o processo está tomando o rumo da legalidade, ou seja, arqueólogo é quem possui graduação.
 

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